Access Cookies and access data

O fim dos cookies de terceiros: como preparar sua base de dados proprietários para não perder performance

Durante anos, o marketing digital se apoiou fortemente em dados de terceiros para segmentar campanhas, acompanhar jornadas e otimizar resultados, de acordo com fontes da Sandbox. No entanto, com o avanço das regulamentações de privacidade e mudanças nos navegadores, esse cenário está mudando rapidamente.
O fim dos cookies de terceiros e a transição para um cenário focado em First-party data exige que marcas de médio e grande porte assumam o controle de suas próprias bases de dados. Para manter a performance das campanhas, é fundamental substituir a dependência de dados externos por uma estratégia sólida de coleta direta e consentida

Se sua empresa depende de mídia digital para crescer, entender esse movimento é essencial para evitar perda de performance e manter previsibilidade nos resultados.

Vamos explorar como se preparar para esse novo cenário e transformar dados próprios em um ativo estratégico? Boa leitura! 

 

O que muda com o fim dos cookies de terceiros no marketing digital

O fim dos cookies de terceiros limita o rastreamento de usuários entre diferentes sites, o que antes permitia criar perfis comportamentais detalhados. De acordo com o IAB, essa mudança amplia a fragmentação das decisões de marketing e exige uma revisão profunda do “como” mensurar resultados.

Isso gera impactos claros:

  • Redução da precisão na segmentação de anúncios;
  • Dificuldade em acompanhar a jornada completa do usuário;
  • Perda de eficiência em campanhas de remarketing;
  • Queda na qualidade dos dados para tomada de decisão.

Em outras palavras: o problema não é só técnico,  é estratégico.

Empresas que não se adaptarem tendem a enfrentar queda de performance e aumento no custo de aquisição, é o que nos mostram as tendências do Think With Google, “Há uma vantagem competitiva para as marcas que conseguem agir com responsabilidade, transparência e segurança no uso de cookies primários”.

First-party data: o novo centro da estratégia de dados

Diante desse cenário, o first-party data se torna o principal ativo para empresas que desejam manter a competitividade. Mas o que isso significa na prática?

Ao que nos explica o Hubspot, First-party data são informações coletadas diretamente pela sua empresa, com consentimento do usuário, dentro de canais proprietários. Diferente de dados “implícitos” de terceiros, que podem ser imprecisos devido ao uso de VPNs, os dados primários são considerados o “padrão ouro” pela sua confiabilidade e precisão.

Isso inclui:

  • Dados de formulários e cadastros;
  • Interações em site e landing pages;
  • Histórico de compras e navegação;
  • Engajamento em e-mails e conteúdos.

A principal diferença está no controle e na qualidade da informação. Ao trabalhar com dados próprios, sua empresa reduz a dependência de plataformas externas e ganha mais previsibilidade sobre seus resultados. Além disso, o uso de dados primários está alinhado às exigências da LGPD e dados de marketing, fortalecendo a relação de confiança com o público.

proteção de dados de marketing do RGPD

Como substituir cookies de terceiros na prática

A substituição dos cookies de terceiros não acontece com uma única ação, mas sim com a construção de uma nova lógica de coleta e uso de dados.

Estruture pontos de coleta próprios

Para fortalecer sua base de dados, é essencial criar pontos de contato estratégicos ao longo da jornada.

Algumas ações incluem:

  • Criar landing pages com ofertas relevantes;
  • Utilizar formulários inteligentes (progressivos);
  • Incentivar cadastros com conteúdos ricos;
  • Investir em estratégias de inbound marketing.

Aqui, o foco não é quantidade de dados, é qualidade e intenção.

Evolua sua infraestrutura de dados

Além da coleta, é fundamental garantir organização e ativação desses dados.

Soluções que apoiam esse processo:

  • CRM para centralização de dados;
  • CDP (Customer Data Platform) para integração de fontes;
  • Tracking server-side para maior controle de dados;
  • Ferramentas de automação de marketing.

Sem estrutura, dados não geram inteligência.

 

O papel do data driven marketing nesse novo cenário

Com a redução do rastreamento externo, o data driven marketing ganha ainda mais relevância. Agora, decisões precisam ser baseadas em dados próprios, e não em inferências de terceiros.

Isso exige uma mudança de mentalidade:

  • De volume de dados → para qualidade de dados;
  • De dependência de mídia → para construção de ativos;
  • De campanhas isoladas → para visão integrada da jornada.

Empresas que dominam seus dados conseguem:

  1. Melhor segmentação mesmo com menos dados externos;
  2. Mais controle sobre performance;
  3. Maior previsibilidade de resultados.

Como evitar perda de performance na transição

A transição para um modelo baseado em first-party data pode gerar insegurança, como mostra o artigo publicado pela  IAB, mas existem caminhos claros para minimizar impactos.

Algumas ações estratégicas incluem:

  • Visão metodológica de mensuração de dados;
  • Fortalecer canais próprios (site, e-mail, CRM);
  • Investir em conteúdo estratégico para geração de dados e compreensão do comportamento do público;
  • Ajustar modelos de mensuração e atribuição.

O ponto central é simples: quanto mais sua empresa depende de dados externos, maior o risco de perda de performance.

O marketing sem cookies é menos sobre tecnologia e mais sobre estratégia

É comum tratar o fim dos cookies como um problema técnico. No entanto, ele representa uma mudança mais profunda: a necessidade de construir uma base sólida de relacionamento com o público.

Empresas que enxergam dados como ativo estratégico conseguem transformar esse cenário em vantagem competitiva.

Enquanto isso, quem depende exclusivamente de plataformas externas tende a perder eficiência ao longo do tempo.

O fim dos cookies de terceiros marca uma nova fase no marketing digital, mais orientada a privacidade, transparência e controle de dados.

Nesse contexto, investir em first-party data não é apenas uma adaptação, mas uma evolução necessária para manter performance e relevância.

 

Aqui na UPLevel Marketing Digital, ajudamos empresas a estruturar estratégias de aquisição e conversão baseadas em dados próprios, reduzindo dependência de mídia e aumentando previsibilidade de resultados.

 

Nosso trabalho envolve desde a construção de jornadas de coleta até a ativação inteligente desses dados, sempre com foco em performance real.

 

Se antes o desafio era gerar tráfego, agora o desafio é gerar inteligência. E, nesse novo cenário, quem domina seus dados não apenas acompanha o mercado, mas o lidera.

Para aprofundar sua estratégia, recomendamos também a leitura do nosso artigo sobre as novas jornadas do cliente no digital.

Até o próximo conteúdo!

 

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