Investir em marketing digital sem retorno claro ainda é uma realidade para muitas empresas B2B. Especialmente em segmentos técnicos e industriais, é comum encontrar organizações que não enxergam resultados concretos após campanhas de mídia.
Foi diante desse cenário que iniciamos um projeto desafiador, com baixa conversão, lead pouco qualificado e desalinhamento entre marketing e vendas. A empresa buscava mais do que visibilidade: queria performance real.
Com uma estratégia personalizada de marketing de performance e mídia paga, transformamos essa jornada em um case de crescimento sustentável. Neste artigo, compartilhamos os bastidores dessa virada, com dados reais e aprendizados práticos.
O desafio inicial: frustração com leads desqualificados
Atuar em um mercado industrial altamente técnico exige mais do que campanhas genéricas. O cliente atendia o setor de papelão ondulado e enfrentava um cenário de baixa geração de resultados, com ações digitais que não entregavam valor real.
A agência anterior não fornecia transparência nas entregas, o que aumentava a frustração da equipe interna. Além disso, os poucos leads gerados não estavam prontos para comprar, havia um descompasso claro entre o marketing e a área comercial.
Era necessário ir além do básico. O desafio da UPLevel foi reestruturar toda a operação de mídia paga, trazendo inteligência estratégica e foco total em performance mensurável.
A estratégia de performance: do diagnóstico à execução
O primeiro passo foi uma imersão completa no negócio do cliente. Estabelecemos reuniões semanais, criamos uma rotina de acompanhamento próximo e alinhamos cada decisão com os objetivos comerciais da empresa.
Com base nesse diagnóstico, desenhamos uma estrutura de mídia paga multicanal, atuando no Google e Meta. As campanhas foram segmentadas por tipo de produto: bobinas, forra-pallet, fanfold, e por intenção de contato, como cadastro e WhatsApp.
Paralelamente, desenvolvemos novas landing pages otimizadas para conversão, e testamos variações de criativos e palavras-chave estratégicas. O objetivo era claro: atrair leads realmente interessados, com potencial de compra alto.
A cada semana, analisávamos os dados, ajustávamos a segmentação e refinávamos as mensagens. O foco estava em construir um funil funcional, que conectasse atração e conversão de forma fluida e eficaz.
Essa imersão no negócio e estruturação das campanhas ecoa a abordagem apresentada em O poder do marketing de performance, que mostra como, hoje, mais do que gerar tráfego, o foco deve estar em conversão com inteligência e performance.
Otimizações e gestão por dados em mídia paga
Com as campanhas no ar, iniciamos um processo contínuo de análise e refinamento, baseado em dados reais. Cada métrica era observada de perto, CPL, ROAS, taxa de conversão, CTR, sempre com foco em reduzir desperdícios e aumentar a eficiência do investimento.
A sinergia com a equipe comercial foi essencial. Ao cruzarmos os dados de mídia com os resultados de vendas, conseguimos qualificar melhor os leads e ajustar a comunicação ao longo do funil.
Essa integração nos permitiu evoluir de forma inteligente. Testes A/B semanais, ajustes nas segmentações, reformulação de anúncios e landing pages fizeram parte da rotina. O objetivo era claro: maximizar a performance sem inflar o orçamento.
Ao longo do tempo, o que antes era tentativa e erro se transformou em uma operação de mídia orientada por inteligência e resultado.
Ainda mais nesse contexto B2B, nossa estratégia está alinhada à visão de O futuro do marketing B2B, que aponta a personalização, centralidade no cliente e decisões baseadas em dados como pilares estruturais da performance sustentável.

Resultados que falam por si: ROAS 20x e receita de R$470 mil
O trabalho estratégico de marketing de performance começou a mostrar resultados consistentes a partir do terceiro mês. Com as otimizações em andamento e o funil mais maduro, os números surpreenderam.
Foram mais de 1.700 leads gerados entre maio de 2024 e abril de 2025, com um custo por lead (CPL) inferior a R$14, um valor extremamente competitivo para o segmento.
O ROAS superou a marca de 20x, indicando alta eficiência na conversão de mídia em receita. A empresa fechou 59 vendas, que juntas somaram mais de R$470 mil em receita, reflexo do ticket médio elevado do setor.
Além disso, o custo por venda ficou em R$382,24, mantendo o controle do CAC e garantindo rentabilidade saudável. Com base nesse sucesso, o projeto evoluiu para uma nova etapa: construção de marca e autoridade no digital.
O que esse case ensina sobre performance em mídia paga
Esse case reforça uma lição importante: marketing de performance não é sobre volume, é sobre inteligência aplicada. Quando alinhado ao comercial, com testes constantes e decisões baseadas em dados, o digital se torna um motor real de crescimento.
Outra grande virada foi entender que, em mercados técnicos, a profundidade da estratégia conta mais que a quantidade de cliques. Personalização, acompanhamento próximo e foco em resultado fizeram toda a diferença.
Hoje, o cliente vive uma nova fase, com campanhas de branding rodando em paralelo à performance, consolidando sua posição no setor e colhendo os frutos de uma estrutura digital madura.
Se a sua empresa enfrenta desafios parecidos, baixo retorno, leads desqualificados ou falta de clareza nas campanhas, fale com a gente.
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